sábado, 20 de agosto de 2016

Atlético x Real: o GreNal deles - Madri/ES


O post de hoje é de um convidado: o Jaime, meu marido e parceiro de viagens. Ele vai contar todos os detalhes de como ir assistir a jogo de futebol em Madri, já que foi ver Atlético x Real no dia em que chegamos na cidade. Enquanto isso, eu e a Valentina fomos visitar o Museu Reina Sophia, para ver, dentre outras obras, o Guernica, de Picasso (não há fotos porque não é autorizado fotografar lá dentro). Vamos ao post:

"Bueno, intimado pela Andrea Barros a escrever este post sobre a aventura de assistir – sozinho – um jogo de futebol no exterior, enchi-me de coragem e passei, como se diz na minha terra, acolherar uma letra na outra e saiu isso. Desde já peço desculpa aos leitores da Andrea, acostumados a um texto claro e conciso. Juro que vou tentar chegar perto.

A história começa em 2013, quando tive parceria para assistir a um jogo na Itália, em Florença. A Andrea não curte muito, então nunca havia inserido esse tipo de programação nos nossos passeios, mas como naquela feita fomos acompanhados por um casal de amigos, convidei o Fernando K. para irmos juntos a um jogo da Fiorentina. Desde lá, sempre acrescento um jogo de futebol na minha agenda nas viagens que fazemos.

Em meados de 2014, quando tivemos a confirmação dos locais em que estaríamos na Espanha, conferi a tabela de La Liga e, para minha surpresa, reservava o Clássico Atlético x Real, que seria disputado no Estádio Vicente Calderón. Imediatamente passei à ‘fuçar’ no site do Atlético e descobri que o ingresso não estava disponível para venda antecipada. As entradas disponibilizadas ao público em geral, somente são vendidas num prazo mais curto, em geral 30 a 40 dias antes da data da partida.

Assim, passei a conferir o site mensalmente, até que em janeiro de 2015 adquiri a entrada em casa, pagando com cartão de crédito e recebi um email com o ticket para impressão momentos após a confirmação da compra.

Na data do jogo, chegamos ao apartamento em que nos hospedamos cerca de duas horas antes. Como já tinha conferido o trajeto, não valia a pena pegar um táxi, tampouco um ônibus, pois estávamos aproximadamente três quilômetros do estádio.
Assim, resolvi ir a pé.

Mochila nas costas, ingresso na mão, mapa no celular, me toquei ao jogo, num trajeto simples e direto de mais ou menos 30 minutos.
O Estádio Vicente Calderón é decepcionante, pois é antigo e precisa de uma reforma para se tornar mais confortável, a Arena do Grêmio e, até o Beira Rio, são muito melhores que os dois estádios espanhóis que conheci (Camp Nou). Outro ponto negativo é a loja do clube, que é acanhada e com poucos caixas disponíveis para atendimento. Comprei uma lembrança e fiquei mais de 40 minutos na fila.






Embora as dependências físicas do clube deixem um pouco a desejar, a torcida compensa qualquer desconforto que possa haver. Uma horda de fanáticos que canta e incentiva o tempo inteiro. Fizeram uma festa linda. A torcida do Real Madrid também se fez presente e, diferente do que possamos pensar, também ficaram em local reservado em número mínimo. Não há a propalada tolerância entre os fanáticos torcedores madrilhenhos.




O jogo foi muito legal, o Atlético ganhou de 4x0, com uma atuação de luxo do meia turco Arda Turan. O Cristiano Ronaldo foi muito bem marcado e não conseguiu jogar, bem como os demais astros do Real.

Após um baita jogo, retornei para o apartamento também a pé e no mesmo tempo de deslocamento da ida. De se destacar a segurança, pois andei no entorno do estádio e em ruas estreitas e mal iluminadas à noite sem ser importunado."

Muito legal o depoimento dele, né? Então, vamos ao vídeo que editei com as imagens que ele fez por lá:







domingo, 14 de agosto de 2016

Uma casa para chamar de nossa em Madri/ES



Alugamos um apartamento em Madri pelo Airbnb, na Calle Ave María, 41, no centro, perto da Estação Atocha, a principal estação de trens de Madri, e praticamente do lado da Estação Lavapiés do metrô. Ou seja, muito fácil o acesso aos meios de transporte público. Bares e restaurantes também existem por ali, bem como mercado. Tem um Carrefour próximo e um Dia quase do lado. A região é segura e tranquila.


O apartamento nos acomodou muito bem. É tudo muito pequeno, mas bem completo. O acesso ao box do banheiro é mínimo, abrindo cerca de 30cm no máximo.



 A cozinha possui todos os equipamentos de que precisamos. E o Juan Carlos é um excelente anfitrião. Recebeu-nos com água, frutas e vinho. 


 O Juan nos deu importantes dicas sobre a cidade, mostrou como tudo funcionava dentro do apartamento. De quebra, contratei-o para nos buscar no aeroporto de Barajas, já que tínhamos que devolver o carro lá, e nos levar de volta. E tudo funcionou como o combinado.



Ele mostrou-se atencioso para conosco e preocupação com o nosso bem estar em seu apartamento. Ele tem livros e jogos à disposição dos hóspedes. Tem internet wifi e diversos canais de televisão.



Foi mais um contrato de sucesso via airbnb. Se voltarmos a Madri, só não me hospedo lá se tiver ocupado. 

Obrigada, Juan Carlos, por tudo! A gente amou!



   





domingo, 7 de agosto de 2016

Segóvia/ES



Depois de um longo dia de viagem desde Barcelona, como contei aqui, chegamos sãos e salvos a Segóvia, no Hotel Don Felipe, que fica no centro histórico e é muito bom. Importante ressaltar que o acesso de carro ao centro histórico só é permitido aos veículos autorizados. Seguindo o GPS, tivemos que entrar e nos deparamos com as câmeras de fiscalização no portão de acesso. Mesmo assim, diante do cansaço que sentíamos, seguimos adiante, certo de que levaríamos uma multa.

Já no hotel, perguntei sobre isso e me responderam que eu não me preocupasse, porque eles iriam informar à municipalidade a placa do nosso carro e que éramos hóspedes do hotel. Estávamos, portanto, autorizados a circular por ali. Ufaaaaa! Ninguém quer pagar multa, muito menos em euros, não é mesmo?


Saímos a caminhar na fria noite, procurando um lugar para jantar e tomar um bom vinho nacional, já que o dia tinha sido puxado e intenso diante das nevascas por que passamos e pela falta de experiência em dirigir na neve. A água na fonte da Plaza de la Merced estava congelada, mas a vista da Catedral era inexplicavelmente linda!


Fomos jantar no La Tasquina, um restaurante com gastronomia local e uma boa carta de vinhos. Fomos bem atendidos e saímos de lá satisfeitos. Fica no Casco Viejo, perto da Plaza Mayor. 

No dia seguinte, amanheceu nevando e desistimos de ir até Avila, porque estávamos exaustos da viagem do dia anterior, porque não sabíamos as condições da estrada e porque, para quem perguntamos, não nos recomendaram a ida, já que a estrada provavelmente estaria fechada pela neve. Ficamos o dia em Segóvia, só curtindo o lugar que nos conquistou. Aliás, Segóvia foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1985.


Andamos o dia inteiro e não vencemos os diversos pontos de interesse que tínhamos. São muitos museus e muitos lugares para serem visitados. Na Catedral não pudemos entrar, porque estavam suspensas as visitas em razão da substituição do telhado. Seguimos, então, para a Grande Muralha, que cerca todo o Casco Histórico. E foi muito divertido. 



A vista lá de cima é linda e tinha muita neve. O tempo ora abria, ora fechava e nevava. Estava muito, mas muito frio.



Chegamos andando até o Alcázar, que merece uma visita com calma. Trata-se de um palácio de pedra construído sobre um penhasco rochoso na confluência dos rios Eresma e Clamores. Tem a forma de uma proa de navio e possui, na arquitetura, traços da arte mudéjar. 





São muitas as salas que podem ser visitadas, mas o grande atrativo é a Torre de Menagem, com seus 4 torreões e uma vista imbatível da região. 



Este sinal encontra-se por diversas ruas de Segóvia e significa que a li está o encanamento que trazia água desde o aqueduto para o Palácio. Uma verdadeira obra de engenharia para a época.


Já com fome, almoçamos Mesón Don Jimeno ali por perto e vimos, de perto, o cochinillo segoviano. O almoço foi baseado em pão, tábua de frios e croquetas de jamón, uma delícia produzida na Espanha.



Passamos pela Plaza Mayor e descemos na direção do aqueduto, construído ainda no Império Romano.



A construção do aqueduto ocorreu durante os séculos I e II d.C. e atualmente restam pouco mais de 700m de comprimento, com 29m de altura, 167 arcos, sendo 79 simples e outros 88 dobrados. É lindo de se ver!


Na volta para o Hotel, uma paradinha no excelente Taberna de Volapié, que tem uma vista linda do Aqueduto e um bom cardápio e excelente carta de vinhos.




Passando pela Plaza Mayor, mais uma foto da Catedral.


Concluímos nossa estadia em Segóvia com a certeza de que tomamos a melhor decisão de ficar lá durante o dia inteiro. Se tivéssemos ido a Avila, não a teríamos desbravado e nem conhecido nem uma e nem a outra direito. E mesmo assim o tempo foi pouco. Avila ficou para a próxima.

De souvenir, o Jaime comprou uma panela de barro enorme e pesada. Arrumei-a dentro da mala e ela chegou ao Brasil intacta. Preparei-a conforme o dono da loja me ensinou. No segundo dia de uso, ela rachou e agora só serve para enfeitar ou plantar flor!


Vontade é de voltar lá e devolver a panela pro tio! E aproveitar para visitar o resto de Segóvia!

A gente gostou tanto que o Jaime voltou... mas isso é assunto para outro post...



domingo, 31 de julho de 2016

Dirigindo (na neve) na Espanha


Alugamos um carro na Europcar em Barcelona para irmos para Madri. Antes, porém, ficaríamos dois dias em Segóvia. Carro carregado, nos despedimos de Barcelona e pegamos a estrada.


Saímos de Barcelona com o dia lindo. Vimos muitos aerogeradores, placas de energia solar, plantações de uva e de azeitonas no caminho. A estrada, maravilhosa. Igualzinha às do Brasil #sqn.




Começamos a subir cada vez mais. O tempo começou a fechar. E tinha cada vez mais neve na beira da estrada. A gente olhava para o céu e não o compreendia: sol e nuvens escuras. Dava para se ver onde estava nevando. E era para lá que nos dirigíamos. E isso nos assustava.


Não tardou muito para começar a nevar. E era cada vez mais forte. E a gente foi ficando cada vez mais tenso.




No meio do caminho, achamos um campo de neve para abrirmos nossa bandeira. A gauchada não é fácil.



A neve caiu, parou, caiu, parou. O dia foi passando, a noite foi chegando e, aos poucos, vencíamos a jornada de 700km que prevíramos. Foi tenso. Mas o pior momento foi quando já estávamos perto de Segóvia e a neve acumulou sobre a estrada. Não era muito, mas o suficiente para o carro deslizar. Não durou mais do que 2 ou 3 km, mas o suficiente, repito, para nos deixarmos muito assustados.

A neve assim me lembrou as areias da Praia do Cassino/RS

Fiz um vídeo da nossa viagem. As risadas são de puro nervosismo. Lindo. Mas tenso. Ainda mais para nós, que não tínhamos nenhuma experiência em dirigir na neve. 



Apesar de tudo, foi muito legal.